Menos nariz entupido e mais noites bem dormidas. Diagnóstico com teste alérgico de resultado em cerca de 20 minutos e tratamento individualizado no Instituto de Alergia de Rondônia (IARO), com a Dra. Luciana Maraldi.
Para quem é este atendimento?
- Pessoas com congestão nasal diária, que vivem com a sensação de “resfriado que nunca cura” ou “sinusite crônica”.
- Quem depende de descongestionantes nasais de farmácia (gotas vasoconstritoras) para conseguir respirar ou dormir.
- Crianças que respiram pela boca, roncam, esfregam o nariz com frequência e acordam cansadas ou irritadas.
- Pacientes com crises recorrentes de espirros em salva, coriza líquida e coceira no nariz, olhos e garganta.
- Quem já tem asma ou bronquite e precisa controlar o quadro nasal para evitar crises pulmonares.
- Pacientes que buscam tratar a causa da alergia por meio de imunoterapia (vacina para alergia), reduzindo a dependência de remédios.
O que é a Rinite Alérgica?
A rinite alérgica é uma inflamação crônica da mucosa que reveste o nariz, provocada pela reação exagerada do sistema imunológico a partículas inaladas do ambiente (os alérgenos).
Em Rondônia, onde o clima é quente e úmido durante o ano todo, o principal vilão é o ácaro da poeira domiciliar — aracnídeo microscópico que se prolifera com facilidade em colchões, travesseiros, estofados, cortinas e tapetes. Fungos do ar (mofo), pelos e descamação de cães e gatos e fezes de barata também são gatilhos muito frequentes na nossa região.
A rinite não é “apenas uma alergia boba”:
- Impacto no sono e na rotina: a respiração inadequada fragmenta o sono, provocando cansaço diurno, olheiras profundas e queda no rendimento escolar e no trabalho.
- Porta de entrada para infecções: a inflamação nasal crônica obstrui os canais de drenagem da face e dos ouvidos, favorecendo episódios repetidos de sinusite bacteriana e otite.
- Ligação direta com a Asma (Via aérea única): o nariz e os pulmões compartilham o mesmo trato respiratório. Cerca de 80% das pessoas com asma têm rinite alérgica associada. Deixar a rinite sem tratamento é um dos principais fatores para o descontrole da asma.
Sinais de que é hora de procurar o alergista
- Sintomas persistentes: espirros em salva, coriza transparente e nariz trancado na maior parte dos dias, há mais de 4 semanas.
- Prurido intenso: coceira frequente no nariz, nos olhos, no céu da boca ou no fundo da garganta.
- Alterações na respiração e no sono: respiração exclusivamente pela boca, roncos noturnos, voz anasalada e acordar com a garganta seca.
- Sinais típicos na infância: a criança esfrega constantemente a ponta do nariz para cima com a palma da mão (a chamada “saudação alérgica”, que muitas vezes gera uma dobra na pele do nariz) e apresenta olheiras atópicas arroxeadas.
- Vício em descongestionantes: necessidade de carregar frascos de remédio no bolso para desentupir o nariz várias vezes ao dia.
- Sintomas respiratórios combinados: crises de tosse seca, chiado no peito ou falta de ar que acompanham os episódios nasais.
Como é a consulta no IARO
No Instituto de Alergia de Rondônia, a investigação não segue protocolos genéricos. A abordagem é individualizada em quatro etapas:
- História clínica aprofundada: investigamos os momentos em que as crises pioram, as condições da sua casa e do trabalho, a presença de animais, a qualidade do sono e os medicamentos já utilizados.
- Exame físico minucioso: avaliação da mucosa nasal (coloração, inchaço dos cornetos e presença de secreção), dos ouvidos e da garganta.
- Prick Test no próprio consultório (Resultado em 20 minutos): quando indicado, realizamos no consultório o teste cutâneo de leitura imediata para identificar a quais ácaros, fungos ou epitélios você é alérgico. É feito com uma pequena lanceta na pele, sem coleta de sangue. Para o resultado ser confiável, alguns remédios, como os antialérgicos, precisam ser suspensos alguns dias antes, e a equipe orienta no agendamento. Em situações específicas, a médica pode solicitar a dosagem de IgE específica no sangue.
- Classificação de gravidade (Diretrizes ARIA): classificamos a rinite em intermitente ou persistente, leve ou moderada a grave, traçando um plano de ação personalizado.
Tratamento em 3 Pilares no Instituto de Alergia de Rondônia
1. Controle do ambiente direcionado pelo teste
O controle ambiental funciona quando é direcionado para o alérgeno correto comprovado no seu exame:
- Uso de capas impermeáveis e antiácaro em colchões e travesseiros.
- Orientações práticas para redução de umidade e mofo em ambientes fechados.
- Rotina de limpeza com panos úmidos e sem espanadores ou produtos com fragrâncias agressivas, sem a necessidade de medidas impraticáveis ou exageros desnecessários.
2. Tratamento medicamentoso moderno e seguro
- Higiene nasal diária: lavagem nasal abundante com soro fisiológico para remover alérgenos, poeira e secreções retidas na mucosa.
- Corticoides tópicos nasais: em sprays modernos, atuam diretamente na mucosa nasal com absorção mínima pelo restante do corpo. São os medicamentos mais eficazes para desobstruir o nariz, não causam dependência e são seguros para uso prolongado em crianças e adultos.
- Anti-histamínicos de 2ª geração: medicamentos orais modernos que controlam rapidamente os espirros, a coriza e a coceira, em geral sem causar sono ou lentidão no dia a dia.
- Alerta contra o vício em descongestionantes: ajudamos o paciente a se libertar do uso crônico de gotas vasoconstritoras de farmácia (que causam rinite medicamentosa de rebote, aumentam a pressão arterial e danificam a mucosa nasal).
3. Imunoterapia com Alérgenos (A vacina para alergia)
Indicada para pacientes com rinite moderada a grave comprovadamente alérgica:
- Atua na causa real: é o único tratamento que age no mecanismo da alergia, reconhecido pela Organização Mundial da Saúde. Ele ajuda o sistema imunológico a reagir cada vez menos aos ácaros e outros alérgenos.
- Vias de administração: pode ser realizada por via sublingual (gotas aplicadas sob a língua em casa) ou subcutânea (aplicações periódicas na clínica).
- Benefícios que podem durar após o tratamento: pode reduzir a necessidade de remédios no dia a dia e diminuir o risco de a rinite evoluir para asma em crianças. Saiba mais na nossa página de imunoterapia.
Perguntas Frequentes sobre Rinite Alérgica (FAQ)
A rinite alérgica tem cura?
Trata-se de uma condição crônica, com influência genética, mas que tem controle. Com o ambiente adaptado aos seus gatilhos, o uso correto dos sprays nasais e, nos casos indicados, a imunoterapia com alérgenos, a maioria dos pacientes passa a ter poucos ou nenhum sintoma e a precisar de menos remédios.
Spray nasal vicia?
Depende do tipo de spray. Os descongestionantes tópicos de alívio rápido (com vasoconstritores como nafazolina e oximetazolina) causam forte dependência e efeito rebote quando usados por mais de 5 a 7 dias. Por outro lado, os sprays de corticoide nasal prescritos pelo médico são anti-inflamatórios de ação local, não viciam e são seguros para uso contínuo com acompanhamento médico.
Crianças pequenas e bebês podem fazer teste alérgico?
Sim. O Prick Test pode ser realizado em qualquer idade, inclusive em bebês. O procedimento é rápido, seguro, pouco incômodo e feito no próprio consultório, com leitura em cerca de 20 minutos, e o resultado é explicado a você na mesma consulta.
A rinite pode virar asma?
A rinite e a asma são manifestações da mesma inflamação no sistema respiratório (“uma via aérea, uma doença”). A rinite alérgica não tratada aumenta consideravelmente o risco de surgimento da asma em crianças e dificulta o controle de quem já tem crises pulmonares. Tratar o nariz ajuda a proteger o pulmão.
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Sobre a Médica e o Instituto de Alergia de Rondônia (IARO)
Dra. Luciana Maraldi · Médica Alergista e Imunologista · CRM-RO 2366 · RQE 1514
Graduada pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), com residência médica em Clínica Médica e em Alergia e Imunologia pela Universidade de São Paulo (USP – Ribeirão Preto). Título de Especialista em Alergia e Imunologia pela USP – Ribeirão Preto, conferido pela Associação Médica Brasileira (AMB) e pela Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI).
Instituto de Alergia de Rondônia (IARO) · Diretora Técnica Médica: Dra. Luciana Maraldi · CRM-RO 2366 · RQE 1514. Clínica especializada no diagnóstico e tratamento de doenças alérgicas e imunológicas em Porto Velho.
Conteúdo informativo e educativo. Não substitui a consulta médica presencial.
Referências científicas: ARIA Guidelines (Allergic Rhinitis and its Impact on Asthma); Consenso Brasileiro sobre Rinites (ASBAI/ABORL-CCF); GINA (Global Initiative for Asthma).