Descubra a causa das suas crises alérgicas. Diagnóstico no próprio consultório, testes para adultos e crianças e interpretação especializada no Instituto de Alergia de Rondônia (IARO), com a Dra. Luciana Maraldi.
Para quem é este atendimento?
- Pessoas com rinite, espirros ou falta de ar que querem identificar os alérgenos do ambiente (ácaros, poeira, mofo, animais).
- Pacientes com coceira, manchas na pele e eczema que desconfiam de alergia a bijuterias, cosméticos, maquiagens, perfumes ou esmaltes.
- Mães e pais de bebês ou crianças com suspeita de alergia respiratória ou alimentar imediata.
- Pacientes que já fizeram exames de sangue aleatórios e precisam de uma interpretação médica especializada para evitar dietas e restrições desnecessárias.
Não existe um exame único que “testa tudo”
“Quero descobrir do que sou alérgico.” Essa é uma das frases mais ouvidas no consultório, e a resposta certa começa com outra pergunta: alérgico a quê, com quais sintomas?
Não existe um exame único que “testa tudo”. Existem testes diferentes para situações biológicas diferentes, e o verdadeiro valor de cada um está na interpretação clínica feita pelo especialista. A Dra. Luciana Maraldi realiza testes alérgicos em Porto Velho, no próprio consultório, para adultos e crianças.
1. Prick Test (Teste Cutâneo de Leitura Imediata)
Gotas de extratos de alérgenos padronizados são colocadas sobre a pele do antebraço ou das costas, com uma leve puntura superficial. Em 15 a 20 minutos, a pápula (pequena elevação avermelhada) indica sensibilização àquele alérgeno.
- Para quê: investigação de rinite alérgica, asma, conjuntivite, suspeita de alergia a alimentos, alergia a picada de insetos e látex.
- O que testa: ácaros da poeira, fungos do ar, pelos de cão e gato, barata, pólens e alimentos selecionados.
- Quem pode fazer: pessoas de qualquer idade, desde o primeiro ano de vida até idosos.
- Preparo: suspender antialérgicos orais (anti-histamínicos) de 3 a 5 dias antes do exame. Sprays nasais e bombinhas inalatórias podem ser mantidos; a Dra. Luciana confirma previamente toda a medicação que pode ou não ser interrompida.
2. Patch Test (Teste de Contato): Alergias de Pele
Exame padrão-ouro para identificar a dermatite de contato alérgica, que é a reação tardia a substâncias químicas que tocam a pele:
- Como funciona: adesivos com substâncias padronizadas são fixados nas costas e permanecem por 48 horas; a primeira leitura é feita após 48 horas (na retirada) e a segunda leitura após 96 horas (cerca de 4 dias), momento em que as reações tardias atingem o ápice.
- Bateria Padrão Brasileira: avalia as 30 substâncias mais incidentes no país, como níquel (bijuterias), cromo (couro e cimento), borrachas, corantes e conservantes clássicos.
- Bateria Regional: módulo de 10 a 15 substâncias que complementa a bateria padrão com novos conservantes de alto índice de alergia (como a metilisotiazolinona), novas fragrâncias (Fragrância Mix II), corantes têxteis de roupas sintéticas (Azul Disperse) e metais odontológicos (paládio). A associação das duas reduz os resultados falso-negativos.
- Bateria de Cosméticos Ampliada: painel voltado para cuidados pessoais e cosmiatria atual, acrescentando mais 20 substâncias modernas para investigar reações a maquiagens, filtros solares, fixadores e unhas em gel.
- Testes com os Próprios Produtos do Paciente: a clínica segue protocolo técnico estruturado para testar produtos de uso pessoal trazidos pelo paciente (ou a partir de fotos de rótulos e bulas com a lista de ingredientes). A Dra. Luciana analisa as fórmulas e realiza diluições técnicas em bases inertes no consultório para aplicação segura na pele.
- Orientação prática junto com o laudo: além do laudo técnico, o paciente recebe uma relação de produtos de higiene e dermocosméticos disponíveis no mercado que são livres dos alérgenos positivos no seu teste, facilitando as escolhas do dia a dia.
3. Dosagem de IgE Específica no Sangue e Diagnóstico Molecular
Mede os anticorpos contra alérgenos específicos na corrente sanguínea. É muito útil quando o Prick Test não pode ser feito (pele muito lesionada, impossibilidade de suspender remédios ou risco elevado de anafilaxia) ou para complementar a investigação:
- Diagnóstico Molecular (CRD): dosagem de componentes moleculares da proteína alérgena, que ajuda a diferenciar reações cruzadas sem importância clínica e a estimar o risco de reações graves em alergias alimentares (por exemplo, se a criança tende a tolerar leite ou ovo assado).
Por que a Interpretação Médica é o que Realmente Importa no Diagnóstico
Fazer um teste de alergia é apenas metade do caminho. O passo decisivo para o tratamento é a interpretação clínica dos resultados.
Na alergologia, existe uma regra de ouro: sensibilização não é sinônimo de alergia clínica.
O que significa um teste positivo?
Quando um teste cutâneo ou exame de sangue dá positivo para determinado item, isso indica que o seu sistema imunológico desenvolveu anticorpos ou sensibilidade àquela substância (sensibilização).
No entanto, é muito comum que uma pessoa apresente um exame positivo para algo que nunca provocou nenhum sintoma na vida real. Por exemplo:
- Alguém pode ter um teste positivo para camarão ou amendoim e comer esses alimentos regularmente sem sentir qualquer desconforto.
- Alguém pode ter positividade para determinado pólen ou pelo de animal e suas crises de rinite serem causadas, na verdade, pelos ácaros da poeira.
O risco de interpretar exames isoladamente
Pedir painéis alérgicos genéricos sem uma consulta aprofundada ou tentar ler o laudo por conta própria costuma gerar erros graves:
- Dietas restritivas desnecessárias: crianças e adultos cortam grupos alimentares inteiros (como leite, trigo ou soja) sem precisarem, o que pode causar desnutrição, ansiedade alimentar e perda da qualidade de vida.
- Gastos excessivos: compras desnecessárias de produtos hipoalergênicos caros que não resolvem a causa real da crise.
- Falso sentimento de segurança: acreditar que a causa de uma reação grave foi eliminada quando o verdadeiro gatilho não foi diagnosticado.
O diagnóstico nasce da união entre o teste e a sua história clínica
Nenhum exame de alergia deve ser avaliado isoladamente. O papel do especialista é cruzar cada reação da pele ou número do exame de sangue com a sua história clínica detalhada:
- Aquele alérgeno positivo coincide exatamente com o ambiente ou alimento que desencadeia suas queixas?
- A intensidade da reação no teste é compatível com a gravidade dos seus sintomas?
- Trata-se de uma alergia verdadeira ou de uma reação cruzada sem importância clínica?
Da interpretação correta ao tratamento: Imunoterapia
É essa análise médica criteriosa que permite definir uma conduta segura:
- Orientações ambientais sob medida: você aprende a evitar apenas os alérgenos que realmente afetam a sua saúde, sem exageros ou medidas impraticáveis.
- Segurança na rotina: liberação consciente de alimentos e medicamentos que antes eram evitados por receio infundado.
- Indicação criteriosa de Imunoterapia (vacina para alergia): quando o gatilho real é confirmado, a imunoterapia personalizada é o único tratamento que age no mecanismo da alergia e pode modificar o curso da doença, ajudando o organismo a reagir cada vez menos a ácaros, pólens ou venenos de insetos.
Em alergologia, não se trata um exame, trata-se o paciente.
Perguntas Frequentes sobre Testes Alérgicos (FAQ)
O teste dói?
O Prick Test causa uma leve picada e coceira local por alguns minutos. O Patch Test não dói; pode coçar no local das reações positivas.
Criança pode fazer?
Sim. O Prick Test pode ser feito desde o primeiro ano de vida, com adaptação do número de alérgenos à idade e ao peso da criança.
Preciso parar meus remédios?
Para o Prick Test, os anti-histamínicos precisam ser suspensos de 3 a 5 dias antes. Corticoide inalado, spray nasal e a maioria dos outros medicamentos podem ser mantidos. A Dra. Luciana confirma previamente toda a medicação na marcação.
Resultado positivo quer dizer que sou alérgico?
Quer dizer que há sensibilização. Se isso corresponde a uma alergia de verdade, só a avaliação clínica responde.
Existe exame que testa “todas as alergias”?
Não. Painéis genéricos vendidos sem indicação médica e exames de IgG para “intolerância alimentar” não têm valor diagnóstico.
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Sobre a Médica e o Instituto de Alergia de Rondônia (IARO)
Dra. Luciana Maraldi · Médica Alergista e Imunologista · CRM-RO 2366 · RQE 1514
Graduada pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), com residência médica em Clínica Médica e em Alergia e Imunologia pela Universidade de São Paulo (USP – Ribeirão Preto). Título de Especialista em Alergia e Imunologia pela USP – Ribeirão Preto, conferido pela Associação Médica Brasileira (AMB) e pela Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI).
Instituto de Alergia de Rondônia (IARO) · Diretora Técnica Médica: Dra. Luciana Maraldi · CRM-RO 2366 · RQE 1514. Clínica especializada no diagnóstico e tratamento de doenças alérgicas e imunológicas em Porto Velho.
Conteúdo educativo e informativo em saúde. Não substitui a consulta médica presencial.
Referências científicas: Guia Prático de Testes Cutâneos da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI); posicionamentos da ASBAI e da Academia Americana de Alergia, Asma e Imunologia (AAAAI) contra testes de IgG alimentar; Grupo Brasileiro de Estudo em Dermatite de Contato (GBEDC), padronização de baterias; Diretrizes EAACI de Diagnóstico em Alergologia (European Academy of Allergy and Clinical Immunology).