O objetivo é respirar melhor, dormir com tranquilidade e precisar menos da emergência. Diagnóstico do componente alérgico e plano de controle contínuo no Instituto de Alergia de Rondônia (IARO), com a Dra. Luciana Maraldi.

Para quem é este atendimento?

O que é a Asma?

A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas inferiores (os brônquios). Quando inflamados, os brônquios tornam-se hiper-reativos, sofrem edema, acumulam muco e se estreitam diante de determinados estímulos, dificultando a passagem do ar.

Em uma parcela expressiva dos pacientes — sobretudo em crianças e adultos jovens —, a asma apresenta uma base alérgica relevante. Nesses casos, diagnosticar e tratar a sensibilidade aos alérgenos ambientais é determinante para o controle da doença.

Na nossa região, destacam-se como gatilhos frequentes:

Sinais de que é hora de procurar o especialista

Como é a consulta no IARO

No Instituto de Alergia de Rondônia, a abordagem visa à prevenção e à estabilização clínica:

Tratamento Integrado da Asma no Instituto de Alergia de Rondônia

1. Terapia medicamentosa de controle (Pilar fundamental)

A base farmacológica da asma reside no uso regular de corticoides inalados, associados ou não a broncodilatadores de longa ação.

Na maioria dos casos, o medicamento de controle é utilizado diariamente, conforme prescrição médica, independentemente da presença de sintomas no dia. A sua ação anti-inflamatória contínua reduz a hiper-reatividade brônquica, ajudando a prevenir crises agudas e a diminuir a necessidade de corticoides sistêmicos.

2. Medicação de alívio e Plano de Ação por escrito

3. Uso de espaçador valvulado para aerossol

O uso de espaçadores valvulados é fundamental para quem utiliza medicação em spray (aerossol), especialmente crianças e idosos. O dispositivo otimiza a deposição pulmonar do fármaco e reduz o depósito residual na orofaringe.

4. Abordagem unificada das vias aéreas (Tratamento da Rinite)

Como o trato respiratório superior e inferior compartilham mecanismos inflamatórios semelhantes, o tratamento adequado da rinite alérgica é indispensável para o equilíbrio da asma.

5. Imunoterapia Alérgeno-Específica

Para pacientes com asma alérgica controlada e sensibilização comprovada a aeroalérgenos, a imunoterapia (subcutânea ou sublingual) atua na modulação da resposta imunológica, auxiliando na redução de sintomas e na diminuição da necessidade de medicações de controle a longo prazo.

6. Terapias Biológicas para Asma Grave

Para pacientes com asma grave que permanecem sintomáticos mesmo em vigência de tratamento inalatório otimizado em doses elevadas, a medicina dispõe de medicamentos imunobiológicos:

Idade aprovada e cobertura pelos planos de saúde e pelo SUS

Os imunobiológicos são indicados para asma grave que continua sem controle mesmo com corticoide inalado em dose alta associado a broncodilatador de longa ação, com crises graves no último ano. Situação em outubro de 2026:

No SUS, os medicamentos são fornecidos pelo Componente Especializado da Assistência Farmacêutica, conforme o Protocolo Clínico de Asma do Ministério da Saúde. O IARO fornece os laudos médicos e relatórios fundamentados conforme as Diretrizes de Utilização (DUT) da ANS e o protocolo do SUS. As regras de cobertura mudam com frequência e são conferidas no momento do laudo.

Perguntas Frequentes sobre Asma (FAQ)

A asma tem cura?

A asma é uma condição crônica, mas que pode ser satisfatoriamente controlada. O objetivo da terapêutica moderna é proporcionar ausência de sintomas diurnos e noturnos, prevenir exacerbações e assegurar a prática normal de exercícios físicos. Algumas crianças podem apresentar melhora expressiva com o amadurecimento das vias aéreas, evolução que deve ser sempre acompanhada clinicamente.

O medicamento inalatório (“bombinha”) causa dependência ou prejudica o coração?

Não. Os corticoides inalados atuam topicamente na mucosa dos brônquios em doses mínimas (microgramas), apresentando excelente perfil de segurança para uso contínuo em crianças e adultos sob supervisão médica. Os riscos reais à saúde decorrem das crises de asma recorrentes e do uso abusivo e repetido de corticoides orais ou injetáveis. Já a bombinha de alívio, como o salbutamol ou o formoterol, pode causar tremor nas mãos e coração acelerado por alguns minutos após o uso. É um efeito passageiro, que não lesa o coração quando o remédio é usado como orientado. Precisar dela com frequência é sinal de que a asma não está controlada e de que o tratamento precisa ser revisto.

Crianças com asma podem praticar atividades físicas?

Sim. Com a inflamação controlada pela medicação preventiva, a prática regular de esportes é recomendada e contribui para a capacidade cardiorrespiratória. A ocorrência de falta de ar aos esforços geralmente indica necessidade de ajuste da terapia de controle.

Quando consultar um especialista em Alergia e Imunologia para asma?

Procure o alergista quando a asma não estiver controlada: sintomas mais de duas vezes por semana, despertares noturnos por tosse ou falta de ar, uso frequente da bombinha de alívio, idas à emergência ou necessidade de corticoide oral no último ano. Também vale consultar quando há suspeita de que alergias pioram a asma, rinite associada ou dúvida no diagnóstico. Na consulta, o alergista e imunologista avalia a presença de desencadeantes alérgicos específicos por meio de testes clínicos, orienta medidas direcionadas de higiene ambiental, trata a rinite associada e indica terapias como a imunoterapia ou imunobiológicos quando pertinentes.

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Sobre a Médica e o Instituto de Alergia de Rondônia (IARO)

Dra. Luciana Maraldi · Médica Alergista e Imunologista · CRM-RO 2366 · RQE 1514

Graduada pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), com residência médica em Clínica Médica e em Alergia e Imunologia pela Universidade de São Paulo (USP – Ribeirão Preto). Título de Especialista em Alergia e Imunologia pela USP – Ribeirão Preto, conferido pela Associação Médica Brasileira (AMB) e pela Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI).

Instituto de Alergia de Rondônia (IARO) · Diretora Técnica Médica: Dra. Luciana Maraldi · CRM-RO 2366 · RQE 1514. Clínica especializada no diagnóstico e tratamento de doenças alérgicas e imunológicas em Porto Velho.


Conteúdo educativo e informativo em saúde. Não substitui a consulta médica presencial.

Referências: GINA (Global Initiative for Asthma); Recomendações para o Manejo da Asma da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT); Guia Prático de Asma da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI).