Identificação da causa, prevenção de anafilaxia e orientação nutricional sem restrições desnecessárias. Atendimento especializado para bebês, crianças e adultos no Instituto de Alergia de Rondônia (IARO), com a Dra. Luciana Maraldi.

Para quem é este atendimento?

Alergia Alimentar ou Intolerância? Entenda a Diferença

Muitas pessoas confundem os dois quadros, mas os mecanismos biológicos e as condutas são completamente diferentes:

A conduta médica para cada uma é distinta. Estabelecer o diagnóstico correto impede a imposição de restrições nutricionais infundadas.

Os Alimentos Mais Envolvidos

Embora qualquer alimento com teor proteico possa provocar sensibilização, mais de 90% dos casos confirmados concentram-se em 8 grupos principais:

Sinais de Alerta: Como o Organismo Reage?

Como é a Consulta no IARO

O diagnóstico em alergia alimentar não se fundamenta em baterias laboratoriais aleatórias, mas sim em investigação clínica direcionada:

Posicionamento técnico sobre dosagens de IgG alimentar: a solicitação de testes de IgG para dezenas ou centenas de alimentos (comercializados como “testes de intolerância”) não tem respaldo das sociedades médicas nacionais ou internacionais. O achado de IgG contra alimentos traduz apenas exposição prévia e tolerância imunológica normal, gerando exclusões dietéticas desnecessárias.

Tratamento e Acompanhamento Seguro

1. Exclusão dietética direcionada e suporte nutricional

2. Plano de Ação de Anafilaxia e Caneta de Adrenalina Autoinjetável

3. Monitoramento do Desenvolvimento de Tolerância

Uma parcela expressiva das crianças com alergia a leite e ovo desenvolve tolerância espontânea com a maturação imunológica. Realizamos o seguimento periódico para identificar o momento oportuno de reavaliação por meio de testes supervisionados.

4. Prevenção Ativa: Introdução Alimentar Oportuna

Com base nas diretrizes internacionais e consensos pediátricos recentes, orientamos a introdução precoce e segura dos alimentos potencialmente alergênicos no primeiro ano de vida, estimulando a indução de tolerância natural.

5. Omalizumabe: Terapia Imunobiológica para Alergia Alimentar Grave

Uma novidade recente na alergologia é o uso do omalizumabe (medicamento biológico anti-IgE) em pacientes com alergia alimentar:

Perguntas Frequentes sobre Alergia Alimentar (FAQ)

O que fazer em caso de uma reação anafilática?

Quem tem alergia com risco de anafilaxia deve ter um Plano de Ação de Anafilaxia por escrito e portar a caneta de adrenalina autoinjetável consigo para onde for. O Plano de Ação é explicado e revisado em toda consulta de acompanhamento. Os responsáveis presentes na rotina e no convívio do paciente menor de idade (pais, parentes, amigos, cuidadores e escola) precisam estar treinados para reconhecer os sinais de alerta após a ingestão de alimento suspeito e saber exatamente o que fazer em cada situação, inclusive o momento imediato de aplicar a adrenalina autoinjetável e acionar o serviço de emergência (SAMU 192).

O omalizumabe pode ser usado para alergia alimentar e o plano cobre?

O omalizumabe foi aprovado nos Estados Unidos para adultos e crianças a partir de 1 ano com alergia alimentar mediada por IgE, para proteger contra reações graves por ingestão acidental. No Brasil, essa indicação ainda não consta na bula da ANVISA, e não há cobertura obrigatória pelos planos de saúde para alergia alimentar. A Dra. Luciana avalia caso a caso se o tratamento é indicado e quais caminhos existem para o acesso.

O exame de sangue de IgG serve para diagnosticar alergia alimentar?

Não. A presença de anticorpos IgG contra alimentos demonstra apenas memória de exposição alimentar e tolerância imunológica, não tendo valor para o diagnóstico de alergia mediada por IgE, hipersensibilidade tardia ou intolerância.

A alergia à proteína do leite de vaca (APLV) costuma ser superada?

Na maioria dos lactentes, sim. Grande parte das crianças adquire tolerância clínica nos primeiros anos de infância. O acompanhamento periódico com o alergista determina o momento adequado de planejar a reintrodução orientada.

A mãe que amamenta precisa retirar derivados do leite preventivamente?

Não. Dietas de exclusão na lactante devem ser instituídas apenas após avaliação médica especializada e confirmação diagnóstica, acompanhadas de orientação nutricional para preservar a saúde materna e do bebê.

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Sobre a Médica e o Instituto de Alergia de Rondônia (IARO)

Dra. Luciana Maraldi · Médica Alergista e Imunologista · CRM-RO 2366 · RQE 1514

Graduada pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), com residência médica em Clínica Médica e em Alergia e Imunologia pela Universidade de São Paulo (USP – Ribeirão Preto). Título de Especialista em Alergia e Imunologia pela USP – Ribeirão Preto, conferido pela Associação Médica Brasileira (AMB) e pela Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI).

Instituto de Alergia de Rondônia (IARO) · Diretora Técnica Médica: Dra. Luciana Maraldi · CRM-RO 2366 · RQE 1514. Clínica especializada no diagnóstico e tratamento de doenças alérgicas e imunológicas em Porto Velho.


Conteúdo educativo e informativo em saúde. Não substitui a consulta médica presencial.

Referências científicas: Wood RA, et al. Omalizumab for the Treatment of Multiple Food Allergies (OUtMATCH). New England Journal of Medicine, 2024; Consenso Brasileiro sobre Alergia Alimentar, Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI) e Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP); EAACI Guidelines on Food Allergy: Diagnosis and Oral Food Challenges (European Academy of Allergy and Clinical Immunology); Guia Prático de Atualização em Alergia à Proteína do Leite de Vaca, Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP); posicionamentos da ASBAI e da Academia Americana de Alergia, Asma e Imunologia (AAAAI) contra testes de IgG alimentar.