Abordagem médica especializada para o controle da coceira, das placas avermelhadas e do inchaço, sem restrições alimentares desnecessárias. Diagnóstico estruturado, ferramentas internacionais de avaliação e terapias biológicas no Instituto de Alergia de Rondônia (IARO), com a Dra. Luciana Maraldi.

Para quem é este atendimento?

O que é a Urticária e como ela se manifesta?

A urticária é uma condição inflamatória caracterizada pelo surgimento de urticas: placas avermelhadas, com relevo, que coçam e podem dar sensação de calor ou queimação.

Elas surgem pela ativação dos mastócitos, células de defesa da pele que liberam substâncias como a histamina. A histamina dilata os vasos e aumenta a passagem de líquido para a pele, formando as placas e o inchaço.

Duas características definem a urticária:

Classificação: Urticária Aguda vs. Urticária Crônica

O tempo de duração dos sintomas é o que define o tipo de urticária.

1. Urticária Aguda (duração inferior a 6 semanas)

Quadro que costuma se resolver sozinho, muito frequente em atendimentos de urgência:

2. Urticária Crônica (duração superior a 6 semanas)

Quando as urticas e/ou o angioedema persistem por mais de 6 semanas, a urticária crônica se divide em dois tipos:

Urticária Crônica Espontânea (UCE): é a grande maioria dos casos crônicos. Surge de forma espontânea, sem depender de fatores externos ou de alimentos. Está ligada a mecanismos autoimunes e a uma desregulação dos próprios mastócitos. Dietas de exclusão não funcionam nessa condição.

Urticária Crônica Induzível (UCInd): as lesões são provocadas por estímulos físicos que se repetem:

Diferenciar corretamente as formas aguda, crônica, espontânea ou induzível é a base para evitar restrições desnecessárias e direcionar o tratamento.

Sinais de Alerta para Avaliação com o Especialista

Como é a Consulta de Urticária no IARO

Na urticária crônica, a conduta é guiada pela história clínica e por escores estruturados de controle, evitando pedidos desnecessários de exames.

A consulta com a Dra. Luciana Maraldi compreende:

1. Mapeamento detalhado dos episódios

2. Questionários Estruturados (UAS7 e UCT) e Monitoramento Digital

Utilizamos métricas internacionais de avaliação clínica:

O aplicativo CRUSE Control Urticaria: para facilitar o acompanhamento, indicamos o aplicativo gratuito CRUSE Control Urticaria, desenvolvido por especialistas da rede internacional GA²LEN:

3. Exames direcionados e diretrizes científicas

Exames complementares (como avaliação da tireoide e marcadores inflamatórios) são pedidos de forma individualizada, apenas quando a história clínica sugere doenças associadas.

Nossa conduta segue as diretrizes e materiais das principais redes científicas de urticária:

Como é o Tratamento Moderno da Urticária

As diretrizes internacionais (EAACI/GA²LEN, com participação da ASBAI) recomendam um tratamento em etapas para alcançar o controle da doença:

1. Anti-histamínicos de 2ª Geração (base do tratamento)

Utilização de antialérgicos modernos que não dão sono (como bilastina, fexofenadina, levocetirizina e desloratadina):

2. Imunobiológicos para urticária crônica: idade e cobertura

Para pacientes com UCE que continuam com sintomas mesmo com o aumento da dose dos anti-histamínicos, existem medicamentos imunobiológicos. Situação em outubro de 2026:

O IARO emite o relatório médico com a pontuação de UAS7 e UCT e a justificativa técnica exigidos pelos planos de saúde. As regras de cobertura mudam com frequência e são conferidas no momento do laudo.

3. Orientações sobre o Uso de Corticoides

Corticoides orais ou injetáveis não são indicados para uso contínuo na urticária crônica. O uso continuado provoca efeito rebote (piora acentuada dos sintomas após a suspensão) e riscos metabólicos conhecidos. O uso se restringe a ciclos curtos de resgate (de 3 a 7 dias) em crises agudas graves.

4. Medidas Gerais e Desmistificação de Dietas

Perguntas Frequentes sobre Urticária (FAQ)

A urticária é causada por alergia alimentar?

Nos quadros agudos, alimentos podem eventualmente ser o gatilho. Na urticária crônica, a causa alimentar é rara, e a condição está ligada principalmente a mecanismos autoimunes e à desregulação dos próprios mastócitos.

É necessário fazer dieta restritiva na urticária crônica?

Não. Retirar alimentos da rotina sem comprovação diagnóstica não cura a UCE e pode comprometer a ingestão de nutrientes essenciais. A alimentação deve ser mantida normal e equilibrada.

A urticária crônica pode entrar em remissão?

Sim. A urticária aguda costuma se resolver em dias ou semanas. A forma crônica pode durar de meses a anos, mas na maioria dos casos é possível controlá-la com o tratamento adequado até que ocorra a remissão espontânea.

O angioedema representa risco à respiração?

Na maioria dos casos, o inchaço em pálpebras, lábios e extremidades causa desconforto sem afetar a respiração. Porém, rouquidão, dificuldade para engolir ou sensação de aperto na garganta são sinais de alerta que exigem atendimento de urgência imediato.

Os planos de saúde cobrem o tratamento com omalizumabe?

Sim. O omalizumabe para Urticária Crônica Espontânea que não responde aos anti-histamínicos tem cobertura obrigatória no Rol de Procedimentos da ANS para pacientes a partir de 12 anos que preenchem os critérios da Diretriz de Utilização (DUT). O IARO fornece o relatório médico com as métricas de atividade da doença para a solicitação junto ao plano.

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Sobre a Médica e o Instituto de Alergia de Rondônia (IARO)

Dra. Luciana Maraldi · Médica Alergista e Imunologista · CRM-RO 2366 · RQE 1514

Graduada pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), com residência médica em Clínica Médica e em Alergia e Imunologia pela Universidade de São Paulo (USP – Ribeirão Preto). Título de Especialista em Alergia e Imunologia pela USP – Ribeirão Preto, conferido pela Associação Médica Brasileira (AMB) e pela Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI).

Instituto de Alergia de Rondônia (IARO) · Diretora Técnica Médica: Dra. Luciana Maraldi · CRM-RO 2366 · RQE 1514. Clínica especializada no diagnóstico e tratamento de doenças alérgicas e imunológicas em Porto Velho.


Conteúdo educativo e informativo em saúde. Não substitui a consulta médica presencial.

Referências científicas: Diretriz Internacional EAACI/GA²LEN/EuroGuiDerm/APAAACI para Definição, Classificação, Diagnóstico e Manejo da Urticária (2022, com participação da ASBAI); Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), Diretriz de Utilização para omalizumabe.